sinais vitais
pressão arterial
frequência cardíaca
saturimetria
temperatura

Sinais Vitais: Valores Normais e Guia Visual 2025

Por ResumeAi Concursos
Um monitor cardíaco exibindo uma linha de vida estável em verde, simbolizando os sinais vitais normais.

Confira neste infográfico 6  importantes sinais vitais extremamente importantes para a orientar o diagnostico e servir como parâmetro para acompanhamento do quadro clínico do paciente: Temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, enchimento capilar e saturimetria

Semiologia da Pressão Arterial e Classificação Atualizada

A aferição da pressão arterial (PA) exige técnica rigorosa para evitar diagnósticos errôneos. O examinador deve identificar os cinco sons de Korotkoff: a Fase I marca a pressão sistólica (primeiro som rítmico), enquanto a Fase V (desaparecimento dos sons) define a pressão diastólica em adultos. Em crianças ou estados hiperdinâmicos, utiliza-se a Fase IV (abafamento).

O hiato auscultatório é um fenômeno comum em idosos e hipertensos, caracterizado pelo desaparecimento temporário dos sons entre as fases I e II. Para evitá-lo, é mandatório realizar a estimativa da sistólica pela palpação do pulso radial antes da ausculta, insuflando o manguito 20 a 30 mmHg acima do ponto de desaparecimento do pulso.

Segundo a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (SBC/SBN/SBH 2025), a classificação para adultos acima de 18 anos segue os parâmetros abaixo:

Classificação Sistólica (mmHg) Diastólica (mmHg)
Normal < 120 < 80
Pré-hipertensão 120 – 139 80 – 89
Hipertensão Estágio 1 140 – 159 90 – 99
Hipertensão Estágio 2 160 – 179 100 – 109
Hipertensão Estágio 3 ≥ 180 ≥ 110

Frequência Cardíaca e Avaliação do Pulso Arterial

Este artigo faz parte do módulo de Clínica Médica

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A semiologia do pulso arterial vai além da contagem da frequência cardíaca (FC). Deve-se avaliar o ritmo (regular ou irregular), a amplitude (magnitude da onda), a tensão (resistência à compressão) e a simetria (comparação entre membros homólogos). A discrepância de pulsos entre membros superiores e inferiores é um sinal clássico de coarctação da aorta.

Termos técnicos essenciais incluem a bradisfigmia (pulso lento) e a taquisfigmia (pulso rápido). É fundamental diferenciar a frequência de pulso da frequência cardíaca central; o "déficit de pulso" ocorre quando a FC auscultada é maior que a palpada, achado típico da Fibrilação Atrial de alta resposta ventricular.

Quanto à morfologia, o pulso celer (em martelo d'água) é característico da insuficiência aórtica, apresentando ascensão e queda rápidas. Já o pulso parvus et tardus (pequeno e lento) sugere estenose aórtica importante. Compreender essas variações é um dos temas mais cobrados na residência médica em provas de semiologia cardiovascular.

Frequência Respiratória e Padrões Ventilatórios Patológicos

A frequência respiratória (FR) deve ser mensurada sem que o paciente perceba, para evitar alterações voluntárias no padrão. A eupneia no adulto varia entre 12 e 20 incursões respiratórias por minuto (irpm). Alterações no ritmo respiratório são indicadores sensíveis de gravidade clínica e disfunções neurológicas ou metabólicas.

Os principais padrões patológicos cobrados em provas são:

  • Cheyne-Stokes: Ciclos de hiperpneia crescentes e decrescentes seguidos de apneia. Comum na Insuficiência Cardíaca Grave e lesões cerebrais difusas.
  • Kussmaul: Inspirações profundas e ruidosas seguidas de expirações rápidas. É altamente característico da acidose metabólica, especialmente na Cetoacidose Diabética.
  • Biot (Atáxica): Respiração totalmente irregular, com períodos de apneia imprevisíveis. Indica lesão no tronco cerebral (bulbo) e mau prognóstico.

A taquipneia isolada é um dos sinais mais precoces de sepse e instabilidade hemodinâmica, sendo componente vital de escores de triagem como o qSOFA.

Sinais Vitais em Pediatria: Tabela de Referência por Faixa Etária

Na pediatria, os sinais vitais apresentam uma dinâmica inversa à do adulto: quanto menor a criança, maior a frequência cardíaca e respiratória, e menor a pressão arterial sistólica. O choro e a agitação podem elevar falsamente esses parâmetros, exigindo aferição preferencialmente com a criança calma.

Faixa Etária FC (bpm) FR (irpm) PA Sistólica (mmHg)
Recém-nascido 120 – 160 40 – 60 60 – 90
Lactente (1-12 meses) 100 – 140 30 – 50 80 – 100
Pré-escolar (2-5 anos) 80 – 120 20 – 30 80 – 110
Escolar (6-12 anos) 70 – 110 18 – 25 90 – 120
Adolescente (>13 anos) 60 – 100 12 – 20 110 – 130

Lembre-se que a hipotensão em pediatria é um sinal tardio de choque. A avaliação da perfusão tecidual (tempo de enchimento capilar) e do estado mental é prioritária na abordagem inicial do paciente grave.

Sinais Vitais na Prova de Residência Médica: O que você não pode esquecer

Para garantir pontos valiosos, o candidato deve dominar conceitos específicos que aparecem frequentemente em questões de urgência e emergência. Incluir esses tópicos no seu cronograma de estudos para residência médica é estratégico para o sucesso.

  1. Hipotensão Ortostática: Definida pela queda de ≥ 20 mmHg na PAS ou ≥ 10 mmHg na PAD após 3 minutos em pé. Indica hipovolemia ou disfunção autonômica.
  2. Pulso Paradoxal: Queda da PAS > 10 mmHg durante a inspiração espontânea. É o sinal clássico do Tamponamento Cardíaco, mas também ocorre em crises graves de Asma e DPOC.
  3. Tríade de Cushing: Hipertensão arterial, bradicardia e alteração do ritmo respiratório. Indica hipertensão intracraniana grave com risco iminente de herniação.
  4. qSOFA: Critérios de triagem para sepse fora da UTI: FR ≥ 22 irpm, alteração do nível de consciência (Glasgow < 15) e PAS ≤ 100 mmHg.

Temperatura Corporal: Febre, Hipertermia e Curvas Térmicas

A diferenciação entre febre e hipertermia é fisiopatológica. Na febre, há um aumento do "set-point" do termostato hipotalâmico mediado por citocinas (pirogênios). Na hipertermia, o ajuste hipotalâmico está normal, mas há falha na dissipação de calor ou produção excessiva (ex: insolação, hipertermia maligna).

Os padrões de febre auxiliam no raciocínio clínico:

  • Febre Contínua: Oscilação menor que 1°C sem retornar ao normal (ex: Febre Tifoide, Pneumonia).
  • Febre Intermitente: Períodos de febre intercalados com apirexia em 24h (ex: Malária, Septicemia).
  • Febre Remitente: Oscilações maiores que 1°C, mas sem nunca atingir o valor normal (ex: Endocardite, Supurações).
  • Febre Recurrente: Períodos de febre de dias seguidos por períodos de apirexia de dias (ex: Linfoma de Hodgkin - Febre de Pel-Ebstein).

A temperatura axilar é a mais comum no Brasil, mas a retal é considerada o padrão-ouro para refletir a temperatura central, sendo cerca de 0,5°C a 1,0°C superior à axilar.

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