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Estudo Detalhado

Miomas Uterinos: Guia Completo das Classificações FIGO e Lasmar, Sintomas e Tipos

Por ResumeAi Concursos
Corte anatômico do útero mostrando os tipos e localizações de miomas, conforme a classificação FIGO.

Miomas uterinos. Você provavelmente já ouviu esse termo, seja em uma consulta, em uma conversa entre amigas ou ao ler o resultado de um exame. Mas o que ele realmente significa para a sua saúde e bem-estar? Longe de ser apenas um diagnóstico, entender os miomas é uma jornada de autoconhecimento. Este guia foi elaborado por nossa equipe editorial para ser sua fonte de confiança, transformando jargões médicos complexos como "FIGO", "submucoso" e "intramural" em conhecimento claro e prático. Nossa missão é capacitar você a compreender seu corpo, reconhecer os sinais de alerta e participar ativamente das decisões sobre seu tratamento, com segurança e confiança.

O Que São Miomas Uterinos?

Formalmente conhecidos como leiomiomas, estes são os tumores pélvicos mais comuns em mulheres, especialmente durante a idade reprodutiva. Antes que a palavra "tumor" cause alarme, é fundamental esclarecer o ponto mais importante: os miomas são, na esmagadora maioria dos casos, neoplasias benignas. Eles se desenvolvem a partir das células do músculo liso do útero, o miométrio, como um crescimento excessivo e desorganizado do próprio tecido que forma a parede uterina. A chance de um mioma se transformar em um câncer (um leiomiossarcoma) é extremamente baixa, inferior a 1%.

Sua alta prevalência torna o diagnóstico diferencial crucial. É importante saber que:

  • Miomas são uterinos, não ovarianos: Se um exame descreve uma "massa anexial", a origem mais provável é o ovário ou a tuba uterina, e não um mioma.
  • Diferem de outros tumores: Em raras ocasiões, leiomiomas podem ocorrer em outros órgãos. A diferenciação de tumores como o GIST (Tumor Estromal Gastrointestinal) é feita por marcadores específicos, como o c-KIT (CD117), que é negativo nos miomas.

Embora benignos, os miomas variam drasticamente em tamanho, quantidade e, principalmente, localização. São esses fatores que determinam se eles causarão sintomas ou se permanecerão silenciosos, sendo a razão pela qual as classificações médicas são tão importantes.

Sinais de Alerta: Principais Sintomas e Complicações

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Muitas mulheres convivem com miomas sem apresentar qualquer sintoma. No entanto, quando se manifestam, os sinais estão diretamente ligados à localização, ao tamanho e à quantidade dos nódulos.

Os sinais mais comuns que devem acender um alerta são:

  • Sangramento Uterino Anormal (SUA): Esta é a manifestação mais frequente, apresentando-se como um fluxo menstrual muito intenso ou prolongado (menorragia). Os miomas submucosos (que crescem para dentro da cavidade uterina) e os intramurais (dentro da parede muscular) são os principais responsáveis. Eles aumentam a superfície do endométrio e dificultam a contração eficaz do útero para controlar a hemorragia. Miomas subserosos (que crescem para fora do útero) raramente causam sangramento.

  • Dor e Sensação de Compressão Pélvica: Miomas volumosos, especialmente os subserosos, podem comprimir órgãos vizinhos, gerando sintomas como:

    • Sensação de peso ou pressão na pelve.
    • Aumento da frequência urinária (compressão da bexiga).
    • Constipação intestinal (compressão do reto).
    • Cólicas menstruais mais intensas (dismenorreia).

Além do desconforto, os miomas podem levar a complicações mais sérias, principalmente relacionadas à saúde reprodutiva, como infertilidade (principalmente os submucosos, que podem impedir a implantação do embrião) e riscos na gestação (abortamento, parto prematuro).

Decodificando o Diagnóstico: A Classificação FIGO de Miomas Uterinos

Ao receber um laudo de ultrassom, um dos primeiros termos técnicos que você pode encontrar é a "Classificação FIGO". Longe de ser um código complexo, este sistema é a linguagem universal que médicos usam para descrever com precisão a localização de um mioma em relação às camadas do útero: o endométrio (revestimento interno), o miométrio (parede muscular) e a serosa (camada externa).

Criada pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), essa classificação organiza os miomas em um sistema numérico de 0 a 8, que é fundamental para definir os sintomas e o melhor tratamento.

  • Miomas Submucosos (Tipos 0, 1 e 2): Projetam-se para dentro da cavidade uterina e são os mais associados a sangramento e infertilidade. São os principais candidatos à remoção por histeroscopia, um procedimento minimamente invasivo.

    • FIGO 0: Totalmente dentro da cavidade, preso por uma haste (pediculado). Se o pedículo for longo, pode se exteriorizar pelo colo do útero, sendo chamado de "mioma parido".
    • FIGO 1: A maior parte do mioma (>50%) está dentro da cavidade.
    • FIGO 2: A maior parte do mioma (≥50%) está dentro da parede muscular, com uma porção menor projetando-se para a cavidade.
  • Miomas Intramurais (Tipos 3 e 4): Crescem primariamente dentro da parede muscular.

    • FIGO 3: 100% na parede, mas em contato com o endométrio.
    • FIGO 4: Totalmente dentro da parede, sem contato com o endométrio ou a serosa.
  • Miomas Subserosos (Tipos 5, 6 e 7): Localizam-se na superfície externa do útero. Raramente afetam o fluxo menstrual, mas podem causar dor por compressão. Sua remoção é feita por laparoscopia ou laparotomia.

    • FIGO 5: Pelo menos metade do mioma está dentro da parede muscular.
    • FIGO 6: A maior parte do mioma está na superfície externa.
    • FIGO 7: Totalmente fora da parede, conectado por um pedículo.
  • Outras Localizações (Tipo 8): Categoria para miomas em locais atípicos, como no colo do útero (cervical).

Foco nos Miomas Submucosos: Entendendo a Classificação de Lasmar (STEP-W)

Enquanto a FIGO oferece o mapa geral, a classificação de Lasmar (STEP-W) oferece o plano de voo para a cirurgia dos miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2). Desenvolvida pelos médicos brasileiros Ricardo e Bernardo Lasmar, ela é uma ferramenta de pontuação que avalia a complexidade da remoção por miomectomia histeroscópica.

O acrônimo STEP-W avalia critérios como Size (tamanho), Topography (localização), Extension (extensão da base), Penetration (penetração na parede) e Wall (parede uterina envolvida). Com base na pontuação, os miomas são classificados em grupos de baixo, intermediário ou alto risco cirúrgico, ajudando o cirurgião a prever a dificuldade do procedimento, a necessidade de cirurgia em duas etapas ou até mesmo a optar por outra via cirúrgica para garantir a segurança da paciente.

Diagnóstico e Próximos Passos: Do Ultrassom à Decisão Terapêutica

A jornada diagnóstica começa com a suspeita clínica e é confirmada pela ultrassonografia, especialmente a transvaginal, que possui altíssima sensibilidade. No exame, os miomas aparecem como nódulos bem delimitados e mais escuros (hipoecogênicos) que o músculo uterino ao redor.

É crucial entender que a simples presença de um mioma não é uma indicação cirúrgica automática. A intervenção é reservada para pacientes sintomáticas, principalmente com sangramento que não responde a medicamentos, ou em casos de infertilidade e distorção significativa da cavidade uterina.

A classificação do mioma dita a abordagem cirúrgica:

  • Miomectomia Histeroscópica: É a escolha para miomas FIGO 0 e 1, realizada por dentro do útero, sem cortes externos.
  • Miomectomia por Laparoscopia ou Laparotomia: Indicada para miomas intramurais e subserosos (FIGO 2 a 7), que não podem ser acessados pela via histeroscópica.

O ultrassom fornece o mapa, as classificações FIGO e Lasmar fornecem as coordenadas, e juntas, guiam a estratégia terapêutica mais segura e eficaz.

Miomas, Pólipos e Adenomiose: Navegando no Diagnóstico Diferencial

É fundamental saber que outras condições podem apresentar sintomas muito semelhantes aos dos miomas, como sangramento intenso e cólicas. As duas mais comuns são os pólipos endometriais e a adenomiose.

Aqui, a classificação FIGO mostra uma de suas particularidades. Embora o sistema de classificação de sangramento uterino anormal da FIGO (PALM-COEIN) reconheça a Adenomiose (A) e os Pólipos (P) como causas estruturais, a FIGO não estabeleceu uma subcategorização detalhada para eles, como fez para os miomas (Leiomiomas - L).

  • Adenomiose: Ocorre quando o tecido endometrial cresce para dentro da parede muscular do útero. Seus sintomas podem imitar perfeitamente os de um mioma intramural.
  • Pólipos Endometriais: São crescimentos no revestimento interno do útero, frequentemente causando sangramento irregular.

A sobreposição de sintomas torna a avaliação médica completa indispensável. Apenas um ginecologista, com base no seu histórico, exame físico e exames de imagem, pode navegar por essas nuances, chegar a um diagnóstico preciso e traçar o plano de tratamento mais eficaz e individualizado para você.


Ao final desta jornada de conhecimento, a mensagem mais importante é o empoderamento. Compreender o que é um mioma, reconhecer seus sintomas e, principalmente, decifrar o que as classificações FIGO e Lasmar significam, transforma a incerteza em clareza. Você aprende que a localização do mioma é tão ou mais importante que sua simples existência, pois é ela que dita os sintomas e as opções de tratamento. Esse conhecimento é a ferramenta mais poderosa para dialogar com seu médico e tomar as melhores decisões para sua saúde.

Agora que você desvendou os detalhes dos miomas uterinos, que tal colocar seu conhecimento à prova? Preparamos algumas Questões Desafio para ajudar a fixar os conceitos mais importantes. Vamos lá

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